Obesidade e ronco: entenda por que o peso pode piorar o sono
A relação entre obesidade e ronco vai muito além de uma noite de sono barulhenta. O excesso de peso pode favorecer alterações nas vias aéreas superiores e, consequentemente, dificultar a passagem do ar durante o sono. Além disso, em alguns pacientes, o ronco pode ser um dos sinais da apneia obstrutiva do sono.
Por isso, quando o ronco acontece todas as noites, aumenta de intensidade ou aparece junto com cansaço durante o dia, é importante investigar sua causa.
Por que a obesidade pode aumentar o ronco?
Durante o sono, a musculatura da garganta naturalmente relaxa. Entretanto, o acúmulo de tecido adiposo na região do pescoço e ao redor das vias aéreas pode diminuir o espaço disponível para a passagem do ar.
Como resultado, o fluxo de ar encontra maior resistência. Essa passagem provoca a vibração dos tecidos da garganta, responsável pelo som característico do ronco.
A Dra. Elisa Campbell explica que o ganho de peso também pode contribuir para o aparecimento ou agravamento de distúrbios respiratórios durante o sono. Portanto, observar mudanças no ronco após alterações importantes de peso pode ajudar a identificar um problema que merece investigação.
Obesidade e ronco significam apneia do sono?
Não necessariamente. Nem toda pessoa que ronca apresenta apneia, assim como o excesso de peso não é a única causa do problema.
No entanto, obesidade e ronco aparecem frequentemente entre os fatores associados à apneia obstrutiva do sono. Nesse distúrbio, a passagem do ar sofre interrupções repetidas enquanto a pessoa dorme.
Além do ronco intenso, alguns sinais merecem atenção:
- pausas na respiração percebidas durante o sono;
- engasgos ou sensação de sufocamento à noite;
- sono agitado;
- dor de cabeça ao acordar;
- boca seca pela manhã;
- sonolência e cansaço durante o dia;
- dificuldade de concentração.
Por isso, o ronco não deve ser analisado apenas pelo volume. Os sintomas que aparecem junto com ele também são importantes.
Emagrecer pode diminuir o ronco?
Quando o excesso de peso participa da obstrução das vias aéreas, a redução de peso pode contribuir para melhorar a respiração durante o sono. Entretanto, isso não significa que emagrecer seja suficiente para tratar todos os casos.
Isso porque desvio de septo, aumento das amígdalas, alterações anatômicas e outros fatores também podem favorecer o ronco e a apneia.
Dessa forma, o tratamento precisa considerar as características de cada paciente.
Quando o ronco precisa de investigação?
Roncar ocasionalmente não significa necessariamente que exista uma doença. Por outro lado, o ronco frequente, principalmente quando vem acompanhado de pausas respiratórias ou sonolência durante o dia, merece avaliação médica.
Na Otolife, a investigação pode envolver avaliação com especialistas e exames específicos do sono. Assim, é possível identificar se o ronco está relacionado à apneia ou a outras alterações das vias respiratórias e definir o tratamento adequado.
Se você percebe uma relação entre obesidade e ronco, não encare o sintoma apenas como um incômodo noturno. Investigar a qualidade da respiração durante o sono também é uma forma de cuidar da saúde.
Quer entender melhor essa relação? Confira no Instagram da Otolife o vídeo completo do podcast com a Dra. Elisa Campbell, que explica mais sobre obesidade, ronco e saúde do sono.

